Antar Mouna - Silêncio interior. . 20/09/09

Antar Mouna – Silencio interior


É uma das práticas mais importantes do yoga, pois trabalha diretamente com o diálogo mental. É uma ótima maneira de começar a meditar porque ao invés de ficar lutando com a mente, você apenas a observa.

Ao longo das diversas fases do antar mouna começam a surgir lembranças, experiências, sentimentos ou pensamentos reprimidos e esquecidos mas nem sempre resolvidos. Essas latências subconscientes (Samskáras) determinam as nossas atitudes, formas de pensar e agir. São obstáculos poderosos que barram a evolução e a felicidade. Tentar controlá-los é quase que impossivel.

Da mesma forma que o alimento inadequado polui o corpo, os samskaras poluem a mente. Toda lembrança, pensamento ou sentimento pode servir para o conhecimento ou para ignorância. O antar mouna nos ensina a eliminar o conflito interior causado pelos samskáras e pelo diálogo mental incessante aceitando as experiências e reações da mente e posteriormente, aprendendo a controlá-la. Isso desenvolverá a auto-consciência e a capacidade de se conhecer.

O foco do antar mouna é observar o processo que alimenta o pensamento através dos sentidos e da atividade subconsciente. Para atingir o estado de cessação das instabilidades da consciência (chittavritti nirodhah), o objetivo do yoga , é necessário aniquilar essas tendências e através da capacidade de auto observação.

Após haver traçado o perfil dessas latências, a técnica serve pra surgir os “pensamentos indesejáveis”, os vrittis de que falava Patanjali. Em Seguida, evocar as lembranças associadas a esses pensamentos e reviver situações que as provocaram, esgotando-as e indo até o final delas, mantendo o tempo todo o estado de consciência testemunha (sakshi).

Isso produz uma purificação da consciência (chitta shuddhi) que culmina na inversão dos padrões de comportamentos e nos condicionamentos que os originam, ou seja substiutir os pensamentos indesejáveis pelos seus opostos conforme ensina Patanjali nos seguintes sutras:
II-33 -
“Quando perturbados por pensamentos negativos, estes devem ser combatidos cultivando os seus opostos (positivos)”.

I -33 – “No cultvar atitude de amabilidade em relação aos felizes, compaixão ante os infelizes, deleite junto aos virtuosos e indiferença quanto as perversos, a substância da mente conserva sua tranquilidade imperturbada”.

Ou seja, conhecer os samkáras, substituir as coisas ruins por outras boas e posteriormente eliminar também as boas, depois disso, está se preparado para que a meditação de resultados a curtíssimo prazo.

Então...Vamos Meditar?

Ana Cristina da Luz

Fonte: Kupfer, Pedro. Guia Prático. 2000; Taimini. A ciencia do Yoga,2004. Feurstein, George. A tradiçao do yoga. Schidananda. Os sutras de Patanjali.1990.
 
   Yogaluz . R. Professor Marcos Cardoso Filho, 632 . Santa Mônica . Florianópolis . SC . Tels: (48) 3025-1557 9904-0504
 
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